Editando em Blender #01

Vídeos realizados na primeira oficina de edição no Blender

Realização: Felipe Damas e Luciana Carvalho
Edição: Felipe Damas

Realização: Felipe Damas e Luciana Carvalho
Edição: Luciana Carvalho

Realização e edição: Eduardo Xexéu

realização: Eduardo Xexéu e Pedro Augusto (Cascudinho)

realização: Felipe Damas e Luciana Carvalho

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Oficina 01 – Programação

SOFTWARE BLENDER: MONTAGEM E EDIÇÃO

OFICINAS MÓDULOS 1 E 2

DOMINGO À NOITE: Chegada dxs participantes

DIA 1 – SEGUNDA-FEIRA – 12/12

BLOCO 1: 09h – 11h

– Apresentação de participantes, oficineirxs e do projeto -> abrir para possíveis colaborações de participantes;

– Resgatar o processo que levou ao projeto Saravá Jongueiro Velho;

– Resgatar a Oficina de Pádua, realizada no âmbito do Seminário de Audiovisual e Identidade Negra.

Objetivo: Apresentar o projeto Saravá Jongueiro Velho,  contextualizando o surgimento do projeto dos  Seminários de Audioviual com a Rede de Jovens Lideranças Jongueiras,  relembrando para quem participou, e apresentar para quem não participou  na época. A idéia é que possamos recapitular um trabalho realizado há três anos atrás, relembrando, sobretudo, a razão política pela qual o  iniciamos em 2013 e a importância da continuidade e fechamento deste  trabalho, sobretudo no atual momento político no qual estamos inseridxs:  de lideranças políticas estatais conservadores, racistas,  ligados às bancadas BBB (boi, bala e bíblia), responsáveis  respectivamente pela repressão das lutas fundiárias, quilombolas,  indígenas, responsáveis pelo extermínio da população negra, e pela  institucionalização da intolerância religiosa, sobretudo no que tange às  religiões e práticas cultuais afro-brasileiras.

Raciocínio/Desenvolvimento:

Para  ilustrar, utilizaremos registro de fotos, as apostilas que preparamos nos anos anteriores, bem como os vídeos que  exibimos nos seminários, organizados no blog do projeto ( https://seminariodeaudiovisual.wordpress.com/ ). Nesse momento também,  apresentaremos a metodologia e as dinâmicas que escolhemos para guiar nossos trabalhos, abrindo para sugestões de metodologias e dinâmicas que  xs participantes queiram incorporar em nosso processo de trabalho.

Quem faz: Luciano e Tais

Materiais:

– Projetor;

– Macbook;

– Caixa de som;

– Videos no hd (ver listagem abaixo);

– Fotografias dos seminários de 2013;

– Apostila sobre filmagem e linguagem cinematográfica;

– Apostila de Montagem/Edição;

Filmes:

– Já me Transformei em Imagem (online)

– O nascimento de uma Nação (5min)

– Viramundo (12min)

– Gritaram-me Negra (3min20s)

– Alma no Olho (10min)

– Trailler Kbella (1min)

– Trailler Batalhas (1min) 

– Representações do Funk (8min)

BLOCO 2: 11h – 13h

– História Crítica reflexiva e racializada da Montagem

– Diferença entre montagem e edição

Objetivo: Apresentar a história da técnica da montagem, dos irmãos Lumierè ao software livre. Apresentar, também, a historiografia da montagem enquanto linguagem e operação cinematográfica, seus representantes hegemônicos (Griffith, cinema clássico-narrativo, Hitchcock), suas escolas contra-hegemônicas (Cinema Novo, vanguardas latino-americanas, soviéticas, surrealistas, performáticas) e pensar em como se faz necessário reconhecer essa estrutura para utilizá-la a seu favor ou subvertê-la. 

Raciocínio/Desenvolvimento:

 Refletir sobre como a montagem hegemônica transformou-se num mero ato fordista de organização linear de imagens, voltando-se para operações de controle do olhar e dos fatos da vida através da edição. Por outro lado, a montagem consegue se manter no âmbito da liberdade de escolha ou construção de novas linguagens visuais, sobre como contar as histórias e através de que corporalidade política isso se processa. Sendo assim, caberiam os seguintes questionamentoes: como seria a montagem ou a edição desse filme? Quem são essxs montadorxs?

*Utilizar a apostila de Montagem e Edição para guiar a discussão sobre montagem. Utilizar fragmentos de filmes e noticiários para explicitar a edição/montagem, suas variadas formas e retóricas. Rememorar os filmes exibidas no primeiro blobo.

Quem faz: Luciano e Taís

Materiais”

– Projetor;

– Macbook;

– Caixa de som;

– Videos no hd (ver listagem abaixo);

– Apostila sobre filmagem e linguagem cinematográfica;

– Apostila de Montagem/Edição;

Filmes:

– Chegada de um trem na estação, 1895 https://www.youtube.com/watch?v=RP7OMTA4gOE

– Outros filmes dos irmãos Lumière: https://www.youtube.com/watch?v=lW63SX9-MhQ

– Fragmento de Viagem à Lua, George Melies, 1902 https://www.youtube.com/watch?v=_FrdVdKlxUk

– Fragmento de Dream Of A Rarebit Fiend Edwin Stanton Porter, Wallace McCutcheon, Sr. (1906) https://www.youtube.com/watch?v=g98eVbp0zic

– Fragmento de The Great Train Robbery https://www.youtube.com/watch?v=8oTdPklBE0Y

– Fragmento de Meshes of the afternoon, Maya Deren (https://www.youtube.com/watch?v=Hs6vYjwEIy4, minuto 10)

– Fragmento de Deus e o Diabo na Terra do Sol (https://www.youtube.com/watch?v=mS81fFWbJCY “se entrega, Corisco!”, 1h52min)

– Fragmento Barravento (https://www.youtube.com/watch?v=18z3Ppo9lSw “xirê”, a 20min)

– Fragmento “Psicose” (https://www.youtube.com/watch?v=MVejA4oNvYI)

– Fragmento de “Soy Cuba” (http://putlockers.ch/watch-i-am-cuba-online-free-putlocker.html “viva la revolución” -> https://www.youtube.com/watch?v=99JjtRW0C2A)

– Fragmento de “Outubro” (https://www.youtube.com/watch?v=ob_O0Da-Ujk , “o czar-pavão”, min 25, https://penkala.files.wordpress.com/2008/03/seminario-michel-marie-penkala_artigo.pdf)

ALMOÇO: 13h – 14h30

BLOCO 3: 14h30 – 17h

Exercício de olhar e captura de imagem

Objetivo: Preparar, por meio de um exercício prático de observação, o olhar des participantes para a revisão do material bruto das entrevistas que acontecerá nos dias seguintes. As pessoas devem sair deste módulo com a reflexão do que querem ao gravar, assistir ou manipular uma imagem, para que possam fazê-lo ao longo da montagem do documentário.

Raciocínio / Desenvolvimento:

Uma vez passada a manhã de análise da história racializada da narrativa e montagem, é preciso investigar o quanto há de um certo olhar viciado na manifestação de linguagem des própries participantes. Para isso, faremos um exercício de captura de imagens, que serão avaliadas por outras pessoas, de forma a perceber como cada pessoa enxerga.

Xs participantes pegarão uma câmera para gravar cenas livres de, no máximo, 30 segundos cada. Poderão gravar sobre o que quiserem, na linguagem que quiserem (documental, ficcional, reportagem, contemplativa etc) e na ordem que considerarem melhor.

Ao retornarem das gravações, escolherão 5 das cenas que gravaram para serem analisadas e as copiarão para pen drives. Neste momento, formaremos duas duplas, que farão uma discussão sobre as imagens captadas pela pessoas que compõem a outra dupla (10 imagens ao todo). 

Perguntas orientadoras para a discussão em dupla: Você gostou do que viu? O que você viu? Qual era a intenção de quem estava gravando ao gravar aquelas cenas? As imagens te dizem algo, são expressivas? O que você sentiu ao vê-las? Como são os enquadramentos escolhidos e como é o olhar de cada pessoa? Como se revelam os processamentos internos de quem gravou as imagens? As imagens cumprem o objetivo aparente pelo qual foram gravadas? Poderiam ter sido capturadas de outra forma? Como? Como você faria se tivesse de gravar sobre o mesmo tema/cena/momento?

Após a discussão, as duplas apresentarão suas descobertas para todes e faremos uma roda de conversa para avaliar se o objetivo das pessoas ao gravar tais cenas foi percebido da forma correta por quem a assistiu. 

Finalmente, pediremos que cada participante atribua características a cada outra pessoa em uma lousa, quadro, flipchart ou cartaz para que fiquem expostas ao longo dos dias de oficina. Poderemos voltar a tais características quando revermos o material bruto das entrevistas gravadas, para avaliar quem se identifica melhor com que tema ao pensar nos vídeos documentais finais.

Quem faz: Taís, Flávio e Luciano conduzem o exercício e acompanham as conversas entre as duplas; Taís e Flávio fazem a relatoria sobre os olhares.

Materiais:

– 1 câmera com microfone para cada participante (handy cam panasonic e sony / GH4 / sony nx5)

– 2 computadores com caixas de som ou televisores

– 2 pen drives (ou adaptadores para a leitura de cartão)

– Lousa, flipchart ou cartaz para sistematização

– Post-its

– Canetões

BLOCO 4: 18h – 19h

Cineclube opcional com o filme “Saneamento Básico”

DIA 2 – TERÇA-FEIRA – 13/12

BLOCO 1: 9h – 11h

Como o código aberto está mudando o fazer cinema e vídeo

Objetivos: Dar um panorama geral sobre como a cultura do código aberto tem atuado na área de cinema e vídeo e de como ela altera o modo de pensar e resolver problemas relacionados a esta prática. Quais são os projetos mais interessantes que têm aparecido e o que estão fazendo. Quais são os principais programas para a cadeia de edição de vídeo em software livre e como o Blender se insere neste contexto geral.

Desenvolvimento:

10 min – Exibição do documentário “De viver nos Rios, de viver nas Ruas” (2014) – https://www.youtube.com/watch?v=BCIcYWCk_GE

Como começa essa história?

    1. Rádio Muda, de Campinas

    2. Estúdio Livre e Pontos de Cultura (Oficinas e comunidades)

    3. Blender Open Movies: Elephant’s Dream (2006), Big Buck Bunny (2008), Sintel (2010), Tears of Steel (2012)

    4. Viagem à Argentina em 2008 – Claudio Malefico e Plumíferos (2010), A Fita Branca (2009)

    3. Olhar Contestado (2010)

    4. Elphel, Apertus, Kinoraw e Floresta Vermelha (2010-2013)

    5. De viver nos Rios, de viver nas Ruas (2013) e Blender Velvets (2013~)

    6. Teasers Cryptorave (2015, 2016)

Para além dessa história:

    1. Magic Lantern, Arduino, Open Drones, Open Motion, 

A fala expositiva é seguida por uma conversa sobre racialização das tecnologias em geral e descolonização

Quem faz: Flavio faz a fala principal, Taís e Luciano puxam a fala sobre tecnologias colonizadoras (para além da questão do vídeo)

Material: 

Computador + Projetor/Televisor grande + Caixas de som

Slides com apresentação geral

Vídeos selecionados em um pen drive

Referências

    15 min – Olhar Contestado

    09 min – Metalab – OpenHardware e Floresta Vermelha

    05 min – Gjoa test footages, Cada Sorriso é Um Flash! – https://florestavermelha.org/galeria-de-videos/

                 Romain sur Meuse, Open Land, First 3D Stereoscopic Test

    20 min – Floresta Vermelha

    34 min – Making of Floresta Vermelha

    Visão geral do processo – Vídeo/Cinema em open source: https://florestavermelha.org/2013/11/25/os-programas-usados-no-floresta-vermelha-quais-como-e-quando/

BLOCO 2: 11h – 13h

Exercício de escrita automática a partir de pontos de jongo

Objetivo: Estimular a construção de imagens mentais a partir de pontos de jongo tocados por cada integrante. Essas imagens escritas em texto ou em desenhos servirão como material para os próximos exercícios de filmagem/edição, e também poderão servir para a compor com o web-documentário como imagens de apoio.

Raciocínio/Desenvolvimento:

Cada integrante irá pensar em um ponto de jongo que intuitivamente acha que se relacione com o projeto “Saravá, Jongueiro Velho” e com as expectativas acerca do trabalho. Cada integrante irá tocar o ponto de jongo acompanhado pelo tambor, enquanto os outros irão se deitar no chão, fechar os olhos e prestar atenção às imagens e sensações que lhes vêm à mente. Terminado cada ponto de jongo, cada qual irá pegar um papel e uma caneta e, em silêncio, irão escrever e/ou desenhar aquilo que viram e/ou sentiram. Será discutida brevemente a possibilidade de transformar essas imagens em vídeo. Gravar os pontos.

Quem faz: Taís conduz, Luciano e Flávio auxiliam.

Materiais:

– tambores

– canetas

– papel chamex

– gravador zoom

ALMOÇO: 13h – 14h30

BLOCO 3: 14h30 – 17h30

Oficina mão na massa de edição com Blender

Objetivos: Passar com participantes de forma gradativa pelos problemas típicos de edição em um projeto simples (cortes simples; sincronia de áudio e vídeo; inserção de uma cartela com título) de modo que se familiarizem com a interface do programa.

Raciocínio / Desenvolvimento:

Durante o primeiro momento, as pessoas terão de remontar uma cena curta a partir de trechos pré-selecionados do filme Dallas Buyer’s Club. Haverá uma pasta com pequenos trechos do filme, que não fazem sentido ao serem assistidos.

A primeira parte do desafio consiste em colocar os cortes na ordem. Entretanto, uma vez ordenados, nota-se que há alguns defeitos na cena: alguns cortes se sobrepõem a outros; há trechos de áudio fora de sincronia; parece haver um trecho faltando entre dois cortes; há um fade no áudio onde não deveria haver.

A ideia deste primeiro momento é enfrentar alguns problemas típicos, comuns a quase todos os projetos de edição, sem se preocupar muito com a interface do Blender. Com isso, o descobrimento das funções do programa torna-se gradual e intuitiva.

Quem faz: Flavio puxa, Taís e Luciano dão assistência.

Materiais:

– Máquinas com a última versão do Blender instalada

– 1 Mouse USB para cada máquina/pessoa

– Material de edição já copiado nas máquinas (Blender Velvets – Dallas Buyers Club)

– 1 Teclado com teclado numérico para cada participante

– 1 HD de trabalho para cada participante

– 1 cartela com a cola dos atalhos principais

BLOCO 4: 18h – 19h

Cineclube Afroflix – opcional

DIA 03 – QUARTA-FEIRA – 14/12

BLOCO 1: 9h – 13h

– Conhecendo o material bruto (entrevistas gravadas em 2013)

– Recapitular sistematização que fizemos no 1º encontro de edição com a Luciana no papel craft

Objetivo:

Conhecer o material e já apontar possibilidades de construção. Para isso vamos seguir uma linha afetiva e outra mais pragmática: reconhecer o que toca cada um afetivamente, e destacar quais os principais temas cada entrevista aborda, avaliando se está bem desenvolvido ou não. 

Raciocínio/desenvolvimento:

Projetar cada entrevista e assistir coletivamente. Registrar em mural as questões, temas, impressões afetivas e idéias para roteirização. 

Quem faz: Luciano e Tais e partcipantes (vão montar a facilitação gráfica improvisada)

Materiais:

projetor

– vídeos no hd

– macbook

– cartolinas/papel craft

– canetas

– fita adesiva

– post it grande

– caixa de som

Obs* levantar os tempos das entrevistas e organizar a distribuição nas atividades.

ALMOÇO: 13h – 14h30

BLOCO 2: 14h30 – 15h30

Exercício de roteiro “inconscientes coloniais”.

Objetivo:

Trazer à tona os inconscientes coloniais que permeiam as subjetividades quando se trata de se pensar em roteiros e histórias, para iniciar uma reflexão que possa desconstruir ao longo da montagem do web-documentário possíveis reproduções de linguagens e formas de representação hegemônicas e racistas.

Raciocínio:

Serão dadas quatro sinopses com personagens sem maiores descrições. A primeira fala sobre um artista em crise, a segunda sobre uma menina que quer ser como uma apresentadora da TV, mas sabe que não pode, a terceira é sobre um presidiário que enfrentou a guarda e a quarta é sobre uma super heroína. Cada integrante ao ouvir as sinopses irá descrever detalhadamente quem são os/as personagens (com idade, gênero, raça, classe social). Após o término da escrita, cada qual irá apresentar seu personagem e depois iremos assistir aos curtas relacionados à cada sinopse. Para encerrar a discussão iremos assistir ao vídeo da campanha sobre racismo institucional realizada no Paraná, que ilustra perfeitamente o modo como o racismo está inserido nos inconscientes e práticas cotidianas das pessoas.

Quem faz: Taís puxa, Luciano e Flávio auxiliam

Materiais:

projetor

– vídeos no hd

– macbook

– canetas

– papel chamex

– caixa de som

Filmes:

– Mumbi, 7 cenas Pós-burkina (https://www.youtube.com/watch?v=HHawwcSqG-s)

– Cores e Botas (https://www.youtube.com/watch?v=Ll8EYEygU0o)

– O Dia em que Dorival Encarou a Guarda (https://www.youtube.com/watch?v=KObFr3OvuhQ)

– Oya, a sunrise of the orisha (https://www.youtube.com/watch?v=pggPsx5Ec2s)

– Campanha sobre racismo institucional (http://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/campanha-que-chama-atencao-para-racismo-institucional-viraliza-na-internet-80517/)

BLOCO 3: 15h30 – 17h30

Exercício Minuto Lumière: filmagem das imagens derivadas das escritas automáticas e editadas no Blender.

Objetivo:

Através da metodologia Minuto Lumière, os integrantes filmarão duas cenas mudas e sem cortes de 1 minuto, farão a sonorização e editarão a cena no Blender. A ideia é que possam dissociar imagem de som, pensar em mise-en-scène sem cortes, e se aproximarem do Blender à partir de uma criação própria deles.

Raciocínio/Desenvolvimento:

Em primeira instância, apresentaremos o exercício relembrando e re-exibindo dois filmes/seqüências apresentados em dias anteriores: os filmes dos irmãos Lumière e o plano seqüência do filme “Soy Cuba”, além disso apresentaremos resultados desses exercícios realizados com a mesma metodologia por outros coletivos. Depois, os quatro integrantes se dividirão em duplas e, a partir de ideias levantadas pelos mesmos, irão desenvolver e filmar um plano seqüência mudo (com início, meio e fim), bem como irão desenvolver e gravar uma sonorização incidental simples para o plano em questão. Posteriormente irão exportar o material e editá-lo no Blender. Por último, o material será apresentado e discutido para o grupo geral, sinalizando em papel cartão as possibilidade de os vídeos comporem enquanto imagens de apoio para o projeto Saravá, Jongueiro Velho.

Quem faz: Taís conduz na apresentação, Luciano e Flávio auxiliam. Taís Luciano e Flávio trabalham com os grupos. Flávio conduz a parte da finalização e Taís e Luciano auxiliam.

Materiais:

projetor

– vídeos no hd

– macbook

– canetas

– papel cartão

– caixa de som

– 2 câmeras canon

– 2 gravadores zoom

Filmes:

– filmes dos irmãos Lumière: https://www.youtube.com/watch?v=lW63SX9-MhQ

– fragmento de “Soy Cuba” (https://www.youtube.com/watch?v=99JjtRW0C2A min 25)

– Minuto Lumière Escola da Mata Atlântica (https://www.youtube.com/watch?v=GPkCB1PkzcM)

DIA 04 – QUINTA-FEIRA – 15/12

BLOCO 1: 9h – 12h

Conhecendo o material bruto (entrevistas gravadas em 2013)

Objetivo:

Conhecer o material e já apontar possibilidades de construção. Para isso vamos seguir uma linha afetiva e outra mais pragmática: reconhecer o que toca cada um afetivamente, e destacar quais os principais temas cada entrevista aborda, avaliando se está bem desenvolvido ou não. 

Raciocínio/desenvolvimento:

Projetar cada entrevista e assistir coletivamente. Registrar em mural as questões, temas, impressões afetivas e idéias para roteirização.

Quem faz: Luciano e Tais, Flávio, auxilia

Materiais:

projetor

– videos no hd

– macbook

– cartolinas/papel craft

– canetas

– fita adesiva

– post it grande

BLOCO 2: 12h – 13h

Exercício de colagem/re-montagem de imagens

Objetivo: Cada integrante irá realizar 1 colagem a partir do que o projeto significa para si.

Raciocínio/desenvolvimento: A ideia aqui é imergir no processo mais analógico da ideia de montagem, que é a própria colagem. O exercício pretende desautomatizar os sistemas da edição e criar formas intuitivas de lidar com a montagem, seja ela analógica (colagem), seja ela a digital (edição), a partir do recorte de revistas e da remontagem das imagens fixas no papel. A colagem finalizada será um esboço intuitivo e concreto do que o material bruto representa para cada integrante, revelando possíveis formas de nos aproximarmos, ao longo do trabalho, dos anseios criativos de cada integrante.

Quem faz: Taís conduz, Flavio e Luciano auxiliam

Materiais:

– Papel chamex

– 4 tesouras

– revistas diversas

– Cola

ALMOÇO: 13h – 14h30

BLOCO 3: 14h30 – 17h30

Exercício de montagem Hitchcock e efeito Kuleshov

Objetivo: A partir de dois métodos de montagem clássicos, xs integrantes se dividirão em duplas e irão criar uma cena de 10 segundos cada qual, editando esse material no Blender.

Raciocínio/Desenvolvimento:

A princípio exibiremos a clássica seqüencia do filme Psicose, de Hitchcock, outra seqüência do filme “Outubro”, de Eiseinstein, e, em seguida, dois planos do chamado efeito Kuleshov. A partir dessas duas dinâmicas de montagem (a montagem própria do Hitchcock, cujas seqüências se constroem mais com os planos do que com os atores e a mise-en-scene; e a montagem dialética soviética), as duplas irão escolher uma dessas metodologias para criarem uma cena completa de 10 segundos, pensando em som e imagem capturados conjuntamente. As cenas deverão ser pensadas como uma forma de representar, em vídeo, uma síntese das colagens realizadas pela parte da manhã. Posteriormente irão exportar o material e editá-lo no Blender. Por último, o material será apresentado e discutido para o grupo geral, sinalizando em papel cartão as possibilidade de os vídeos comporem enquanto imagens de apoio para o projeto Saravá, Jongueiro Velho.

Quem faz: Taís, Luciano e Flávio

Materiais:

projetor

– vídeos no hd

– macbook

– canetas

– papel cartão

– caixa de som

– 2 câmeras canon

– 2 gravadores zoom

Filmes:

– Fragmento “Psicose” (https://www.youtube.com/watch?v=MVejA4oNvYI)

– fragmento de “Outubro” (https://www.youtube.com/watch?v=ob_O0Da-Ujk)

– Fragmentos “Efeito Kuleshov”

(https://www.youtube.com/watch?v=DwHzKS5NCRc 

https://www.youtube.com/watch?v=grCPqoFwp5k

https://www.youtube.com/watch?v=BpxYzs8hj3A  

https://www.youtube.com/watch?v=i8akNCJQz-0)

DIA 05 – SEXTA-FEIRA -16/12

BLOCO 1: 9h – 13h

Exercício com fotografias still do material bruto

Objetivo: criar no Blender uma seqüência de, no mínimo 30 segundos e no máximo 2 minutos, com as fotografias still do material bruto de “Saravá Jongueiro Velho”, realizadas pela Rede de Jovens durante as filmagens e oficinas de 2013. Gravar som incidental para compor com essa montagem e editar esse material no Blender.

Raciocínio/Desenvolvimento:

A partir de filmes que trabalham integralmente ou não com montagem com fotografias still, como os filmes Yorimatã, Extreme Private Eros Song e Salut les Cubains, xs integrantes se dividirão em duas duplas para escolher uma seqüência de fotos através das quais irão criar uma história retrospectiva sobre as oficinas de 2013. O exercício pretende, a partir das sensações originadas pelas fotos, intercalar imagens e sons gravados traçar uma memória subjetiva sobre o que foi o processo durante as filmagens, trazendo à tona uma noção inicial de autoria dxs montadorxs para a obra. Os audios utilizados no exercício, poderão ser narrações sobre o processo das gravações no quilombo, em são josé, por exemplo, como também pontos de jongo gravados nos dias anteriores, a integração dos pontos com as narrações e o que mais surgir como ideia do grupo. Posteriormente, xs integrantes irão apresentar os trabalhos desenvolvidos.

Quem faz: Luciano e Flávio

Materiais:

– Máquinas com a última versão do Blender instalada

– 1 Mouse USB para cada máquina/pessoa

– Material de edição já copiado nas máquinas (Blender Velvets – Dallas Buyers Club)

– 1 Teclado com teclado numérico para cada participante

– 1 HD de trabalho para cada participante com fotografias still do projeto + vídeos a serem exibidos

– 2 gravadores zoom

– 1 cartela com a cola dos atalhos principais

Filmes:

– Fragmento “Yorimatã”

– Fragmento “Extreme Private Eros Song 1974”

– Fragmento “Salut les Cubains” https://www.youtube.com/watch?v=IIiDXGGOx_Y

ALMOÇO: 13h – 14h30

BLOCO 2: 14h30 – 17h30

– Conhecendo o material bruto (entrevistas gravadas em 2013)

– Decidir com que material cada participante irá trabalhar.

– Encaminhamentos, avaliação e encerramento

Revisão da Decupagem do Material Bruto;

– Dever de casa:

entrega de dvd’s ou pendrive com as entrevistas

em aberto…

Objetivo:

Conhecer o material e já apontar possibilidades de construção. Para isso vamos seguir uma linha afetiva e outra mais pragmática: reconhecer o que toca cada um afetivamente, e destacar quais os principais temas cada entrevista aborda, avaliando se está bem desenvolvido ou não. 

Raciocínio/desenvolvimento:

Projetar cada entrevista e assistir coletivamente. Registrar em mural as questões, temas, impressões afetivas e idéias para roteirização. 

Quem faz: Luciano

Materiais: dvds com entrevistas, projetor, videos no hd, macbook, cartolinas/papel craft, canetas, post it, fita adesiva, material para “dever de casa”.

Outros esboços e ideias de nossos trabalhos e nossas tempestades mentais encontram-se aqui: http://piratepad.net/rumos

“fazer com, em diferença”

(metodologias das oficinas de audiovisual realizadas ao longo de 2013)

 

Os Seminário de Audiovisual e Identidade Negra

Assim como todos os outros processos formativos levados a cabo pelo Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu, os Seminários de Audiovisual e Identidade Negra se constituíram num processo de auto-formação contínua, com base na educação popular e comunitária, e na lógica do “fazer com, em diferença– metodologia nomeada por Mônica Sacramento, em relação às práticas do Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu, enraizada no compartilhamento horizontal de saberes e conhecimentos, vivenciada na construção coletiva de oficinas e laboratórios. Os seminários foram uma construção conjunta e colaborativa que se deu entre os participantes da Rede de Jovens Lideranças Jongueiras e os/as cineastas, educadores/as, universitários/as, bolsistas e midialivristas que integram o Núcleo de Audiovisual do Pontão. Teve como foco principal a racialização das tecnologias audiovisuais, refletindo e tecendo críticas no/ao modo com que o cinema hegemônico – centralizado geralmente nas mãos de homens brancos – gera processos de exclusão e de objetificação das mulheres de modo geral, dos negros, dos indígenas, das comunidades tradicionais e da cultura popular. Nesse sentido, pensou-se coletivamente num modo de se construir um cinema outro que tivesse uma linguagem politicamente sedimentada nos processos de empoderamento da identidade negra, jongueira e quilombola.

Foi então pensado o filme Saravá, Jongueiro Velho – Semeando o Futuro: uma série de web-documentários voltados para o relato audiovisual de mestres e lideranças jongueiras do grupo Mistura da Raça (São José dos Campos, SP), do Jongo Dito Ribeiro (Campinas, SP), do jongo do Quilombo de Santa Rita do Bracuí (Angra dos Reis, RJ) e também relatos da Comissão da Rede de Jovens Lideranças Jongueiras.

Os Seminários: “fazer com, em diferença”

Os seminários aconteceram em quatro encontros, cada qual realizado em uma determinada comunidade, sendo o último deles na base do Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu. Além disso, esses encontros foram organizados em quatro módulos: 

  1. Expositivo e teórico –  adentrou-se nas histórias do cinema, bem como no modo com que se desenvolveram suas múltiplas linguagens;
  2. Realização de oficinas relacionadas ao uso dos equipamentos, seguidas das entrevistas com lideranças e mestres jongueiros;
  3. Exibição coletiva do registro anterior e gravação de novas entrevistas, desta vez com um olhar mais atento e crítico;
  4. Decupagem coletiva de todas entrevistas, extraindo dali aspectos importantes, para serem direcionadas às oficinas de edição e finalização do filme, estas últimas em desenvolvimento.

Racializando o cinema: desconstruindo hegemonias brancas

As atividades do I Seminário Audiovisual e Identidade Negra ocorreram em três partes. Primeiramente, viu-se como necessária a reflexão crítica em torno dos códigos e retóricas que os meios de comunicação audiovisuais difundem e reproduzem, bem como o necessário encontro com filmografias executadas por grupos, comunidades e/ou coletivos de matriz africana e indígena, tanto no Brasil, quanto em outros países da América Latina. Esse percurso seria necessário antes de adentrarmos na prática do ferramental no âmbito do audiovisual, uma vez que, sem uma reflexão crítica sobre o uso de qualquer ferramenta, tende-se a reproduzir o que já está construído enquanto linguagem. Iniciou-se uma discussão, então, sobre as possibilidades tanto de invenção de novas linguagens, quanto da apropriação de linguagens já existentes de modo a subvertê-las através do seu uso político.

Em um segundo momento, exibiu-se uma filmografia que envolveu o filme O Nascimento de Uma Nação, reportagens dos anos 1990 em torno do funk e do Congo exibidas no Fantástico, documentários brasileiros vinculados ao Cinema Novo, como Viramundo e Aruanda, documentários estrangeiros vinculados à etnografia, e filmes mais atuais como Tropa de Elite. Adentrou-se numa primeira discussão de modo a analisar os códigos dessa linguagem cinematográfica hegemônica, que, conforme uma análise historiográfica clássica, é inaugurada com a consolidação da linguagem fílmica, a qual muito se aproxima temporalmente dos eventos históricos vinculados aos movimentos abolicionistas norte-americanos, ampliando-se, de forma racista, aos meios de representação audiovisual. Nesse sentido, buscou-se entender essa linguagem, bem como suas repercussões que ainda hoje se atualizam nos meios de comunicação controlados, disseminados e enunciados por uma minoria masculina e branca e que, por isso, se constitui conforme suas epistemologias e cosmologias pautadas nas opressões raciais, de classe e de gênero.

Por último, buscou-se apresentar os movimentos de afirmação de identidades excluídas do processo político, buscando as tecnologias audiovisuais como ferramentas fundamentais nesse campo de disputa estético-política. Desse modo, foram exibidos filmes autorrepresentativos que evidenciam a afirmação de identidades negra, indígena e periférica, realizados por minorias etnicorraciais de direito, como, por exemplo, os filmes Alma no Olho (1974), de Zózimo Bulbul, o fragmento do documentário Victoria – Black and Woman com a performance do poema Me Gritaron Negra, de Victoria Santa Cruz, vídeos de passinho do funk difundidos no youtube e gravados em câmeras portáteis em situações cotidianas, e documentários do projeto Vídeo nas Aldeias, realizados por diretores de diversas etnias indígenas.

Os filmes foram entrelaçados a discussões, através das quais se relataram situações similares de vivências de racismo, e, por outro lado, de vivências de empoderamento político. Também a exibição dos filmes inspirou profundamente a pensar as tecnologias audiovisuais como forma de se comunicar inter-comunitariamente, bem como de acessar histórias e narrativas que os/as mestres/as jongueiros/as de cada comunidade dispõem em suas trajetórias, pensando nesse acesso como uma forma de transmissão de histórias inter-geracionais.

Enegrecendo ferramentas: autorrepresentação jongueira

No II Seminário de Audiovisual foram realizadas as oficinas técnicas de fotografia, através de material projetado (retirado de uma apostila produzida para o encontro em questão) e do funcionamento simultâneo da câmera fotográfica, demonstrando múltiplas possibilidades de usos da câmera para gerar imagens diversas. Nesse momento, foram realizados laboratórios de experimentação das funções fotográficas sob tema livre.

Em seguida, organizaram-se quatro equipes que fariam as entrevistas, cujos membros exerceriam suas respectivas funções técnicas dentro da equipe de filmagem. Foram, então, montados Grupos de Trabalho, cada qual direcionado a oficinas/laboratórios relativos à sua função na equipe, como por exemplo oficinas de microfones, gravadores, câmera etc. Findo esse processo, iniciaram-se as entrevistas com quatro mestres/as da comunidade.

De modo geral, pode-se dizer que houve uma apreensão generalizada da potência da ferramenta audiovisual como intermediária na transmissão dos saberes orais, fato que ficou muito nítido em algumas entrevistas, como, por exemplo, na entrevista coletiva com a liderança jongueira Marilda Oliveira, que relatou a importância de a ferramenta audiovisual servir como um meio contemporâneo de se contar e transmitir os conhecimentos e saberes de mestres/as jongueiros/as. Para Marilda, é uma forma não apenas de articular o encontro entre mestres/as e jovens, encontro este intermediado por uma ferramenta que carrega em sua genealogia a oralidade, como também é uma forma de mobilizar as comunidades, no sentido de assistir coletivamente a esse material, e que o evento estava servindo para isso. Também foi relatado por alguns jovens do próprio Quilombo Santa Rita do Bracuí que muitas histórias contadas nas entrevistas eram inéditas para eles.

O III Seminário de Audiovisual e Identidade Negra, ocorrido em São José dos Campos, conseguiu, por fim, sedimentar e refletir criticamente sobre os aspectos que foram traçados nos dois primeiros seminários. Nesse sentido, realizou-se um visionamento coletivo do material gravado em Santa Rita do Bracuí. Foi um momento de os/as oficineiros/as e os/as jovens/as jongueiros/as analisarem as entrevistas na íntegra, levando em consideração os aspectos narrativos e técnicos da entrevista, os quais apontariam uma possível rota para um roteiro fílmico a ser efetivado no trabalho de edição. Num segundo momento, foram realizadas mais quatro entrevistas com mestres, mestras, lideranças e com a própria Comissão da Rede de Jovens Lideranças Jongueiras, que relatou sobre sua própria existência, de modo a conectar os relatos dos/as mestres/as às questões levantadas pela Rede de Jovens.

As atividades do IV e último seminário foram tanto conclusivas, como encaminhadoras. Ao visionarem todo o material bruto gravado, a Rede encontrou os inter-cruzamentos das entrevistas, bem como pensou em pontos de corte para as falas. Pode, então, pensar nas entrevista como recortes que dialogam entre si, compondo um filme. Foi, portanto, compreendido o que é o trabalho edição, bem como a importância de esta ser feita pelos/as próprios/as jovens jongueiros/as, uma vez que é nesse processo que se constrói boa parte da narrativa, manipulando-se o registro a fim de se gerar um discurso determinado. Em outras palavras, compreendeu-se que um filme verdadeiramente da Rede, deveria ser filmado e editado pela mesma. Por fim, foi tirada uma comissão que trabalharia no processo de edição dos filmes, e discutida a necessidade de se editar em softwares livres.


Encaminhamentos – paradas e retomadas

Após o último seminário de 2013, ocorreu uma primeira oficina de edição no software livre Kdenlive, em 2014, com a comissão de edição, e foi encaminhado o formato do documentário: seriam pequenos curtas-metragens dispostos numa plataforma online que lhe conformasse num web-documentário. Tal formato revelou-se muito oportuno, pois se equiparava ao modo de se contar histórias nas tradições orais: as histórias são contadas no dia-a-dia, sem necessariamente uma linearidade, sendo mais pautadas no encontro cotidiano. Esse tipo de suporte final de mídia permite a circularidade das histórias, diferente da linearidade de um “filme comum”, e também a liberdade de como e por onde começar as histórias. É, então, uma forma de autonomia narrativa não apenas dos emissores, como também dos receptores das histórias.

Porém, o software de edição em questão se mostrou pouco proveitoso tecnicamente. Para prosseguir com o trabalho, que ficou estacionado por três anos e retoma agora, optou-se por utilizar o software livre de edição Blender. Para tanto, pensou-se em um ciclo de oficinas de edição, design e webdesign em software livre, realizadas ao longo de um ano. O projeto foi contemplado pelo edital do Rumos Itau Cultural 2016/2017, e será executado de Novembro de 2016 a Outubro de 2017.

filmes

Outras histórias…

1) Link para o filme  Já me Transformei em Imagem do projeto Vídeo nas Aldeias , exibido no Seminário de Audiovisual

1231533783

2) Os Perigos de Uma História Única

Milton Meia Dúzia (Paulinho Sacramento)

Video-arte feito com imagens de arquivo (filmes, telejornais, programas de rádio, etc.)

Curta-metragem “D.O.R.”

Alma no Olho

Abolição

Me Gritaron Negra

Questão de ponto de vista…

Olhares e discursos  em torno das culturas populares e dos fatos históricos

Viramundo

Fragmento do filme

Filme completo

O Nascimento de Uma Nação

Fragmento do filme

Aruanda

Fragmento do documentário Aruanda exibido no Seminário de Audiovisual

Documentário Aruanda na íntegra